Chegando a Suiça pela pequena Epiquerez

Depois de um mês na França, seguimos para a Suiça no dia 17 de julho. Entramos por Basiléia, vindo de trem de Dijon - foi nosso primeiro contato com a língua alemã, idioma oficial da cidade, apesar dela estar no lado mais "francês" da Suiça. Ficamos pouco tempo na cidade, não chegamos nem a sair direito da estação de trem, e de lá pegamos outro trem para Delémont, onde faríamos uma conexão de ônibus para nosso primeiro destino no país, a pequena Epiquerez.

Belas paisagens no caminho
Depois de uma pequena confusão por causa da língua (no bilhete dizia que tínhamos que trocar de trem em determinada estação, mas como estava em alemão, não fizemos a troca e só nos apercebemos algumas estações depois), conseguimos finalmente descer em Delémont e pegar o ônibus para Saint Ursanne. Naquele horário não havia mais ônibus até Epiquerez, mas o Neo conseguiu falar com o pessoal da fazenda que iria nos receber e eles combinaram de nos pegar na cidade.

Nossa primeira parada foi em Saint Ursanne
Depois de alguns minutos em Saint Ursanne, uma pequena cidade medieval que nos encantou já a primeira vista, dois jovens rapazes chegaram para nos buscar em um pequeno carro branco. Conseguimos ajeitar toda a bagagem ali dentro e seguimos os 11 quilômetros até Epiquerez, chegando à fazenda Epidaure, onde o proprietário Jacques Froidevaux nos recebeu juntamente com a família italiana que residia na fazenda. Os dois rapazes que nos buscaram eram estudantes que estavam passando uma temporada ali para um estágio. Jantamos uma sopa e logo nos ajeitamos no quarto que eles separaram para nós, o Papillon, um quarto decorado com borboletas, que caiu muito bem depois daquele longo dia de viagem.

O quarto das borboletas
No dia seguinte pudemos ver a beleza ao redor. A fazenda se localizava em Essertfallon, na subida para a pequena comunidade de Epiquerez, que tem apenas 80 habitantes. Encravada nas montanhas, a casa tinha vários espaços e muito trabalho a fazer. Passamos a semana inteira ali, ajudando no que era possível e também aproveitando para conhecer melhor a região

A fazenda onde ficamos hospedados por uma semana
O primeiro lugar que fomos conhecer foi Saint Ursanne, que tinha nos encantado logo na chegada. Pegamos um ônibus que faz todo o percurso local. A intenção era até ir mais longe, mas nos assustamos com o preço: só dali até Saint Ursanne custava 8,60 euros cada um, uma facada para uma distância tão pequena. Nossa sorte foi que as crianças tinham uma carta que adquirimos em Basiléia, que dava direito a elas circularem em qualquer transporte público na Suiça sem pagar. Isso vale muito a pena, com os preços exorbitantes do país.

Saint Ursanne sob as nuvens
Quando chegamos na cidade, o tempo estava bem instável, chegando a chuviscar algumas vezes. Mas resolvemos passar o dia ali, explorando toda a cidade. Visitamos a igreja, caminhamos até uma pequena ermita e tiramos muitas fotos. A cidade tem até um festival medieval, que acontece a cada dois anos, onde as pessoas se vestem a caráter. Compramos algumas coisas no supermercado da cidade e fizemos um piquenique na mesa de madeira em frente a igreja da cidade. O tempo começou a abrir e a cidade ficou ainda mais bela iluminada pelo sol.

Piquenique na praça
Após o almoço, fomos para a beira do rio Doubs, que vem desde a França e passa por várias cidades da região. Ficamos sentados contemplando a paisagem, enquanto as crianças brincavam em uma pracinha, e por algumas vezes nos imaginamos morar naquela cidade. Era muito linda e pacata, com uma beleza natural estonteante

O belo rio Doubs
Ainda fizemos uma trilha, seguindo as placas da cidade. Aliás, é uma região muito boa para caminhadas, há até um grande circuito franco-suiço para pedestres, muito bem sinalizado. Chegamos até o topo de uma montanha e vislumbramos a cidade de cima, ainda mais bonita. O desejo de morar ali era muito grande, mas o alto custo de vida da Suiça nos fez desistir da ideia.

No alto da montanha
Alguns dias depois fizemos outro passeio, dessa vez descendo a pé, para economizar um pouco. Caminhamos até Soubey, outra localidade à beira do Doubs, muito bonita também. Fizemos mais um piquenique, dessa vez à beira do rio e ainda pudemos mergulhar, pois o dia estava lindo e quente. Estávamos apaixonados por aquela região, o único inconveniente eram as moscas, que eram muitas. Nunca tínhamos visto tantas moscas juntas, elas incomodavam mesmo. 

Tentando pegar peixinhos no rio em Soubey
Os dias na fazenda passaram rápido, ajudamos em algumas tarefas, filmamos mais algumas imagens para o nosso documentário, as crianças se divertiam muito com os filhos do casal italiano e as netas de Jacques. Em nosso penúltimo dia, fomos visitar Epiquerez, no alto da montanha. O tempo estava ameaçador, com muitas nuvens negras no céu, mas resolvemos arriscar e nos deparamos com belas paisagens. A fronteira com a França ficava a menos de dois quilômetros, quase fomos até lá, mas ameaçava cair muita água. Na descida vimos até um arco-iris.

Lindas paisagens em Epiquerez
Na véspera de irmos embora, Jacques organizou um evento, um churrasco para alguns amigos com uma apresentação nossa no final. Fomos surpreendidos pela quantidade de gente que apareceu, pelo que ele tinha falado achamos que seria bem menos pessoas. Foi uma noite agradável e surpreendente, fizemos um show para um público muito atento, que interagia com as músicas e no final vendemos CD´s e arrecadamos alguns francos em nosso famoso chapéu. E o que mais valeu na noite foram os papos filosóficos com as pessoas, a interação, um clima de confraternização muito gostoso. Uma despedida em grande estilo!

Confraternização ao fim do evento
No dia seguinte saímos bem cedo, um dos meninos nos deu novamente uma carona até Saint Ursanne, onde pegamos o ônibus para Delémont e de lá pegamos o trem para Zurique. Nossa primeira semana na Suiça terminava com uma grande sensação de dever cumprido!
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